Boston, 20 (AE-AP) - Em tempos de pouco desemprego e quando ganha-se fortunas na bolsa de valores de um dia para o outro, 30 milhões de norte-americanos preocupam-se sobre quando será sua próxima refeição, segundo um novo estudo.
A quantidade de norte-americanos famintos não diminuiu nos últimos quatro anos, apesar do crescimento econômico sem precedentes, determinou o Centro de Fome e Pobreza da Universidade de Tufts.
"Creio que o povo dá por certo que a prosperidade beneficia a todo o mundo, e, de fato, entre a população mais pobre, há tantas pessoas com fome como sempre", disse Deborad Leff, presidente de Americas Second Harvest (Segunda Colheita de Estados Unidos), agência com sede em Chicago que anualmente entrega 450 milhões de quilos de comida aos centros de distribuição gratuita de alimentos.
Se diz que o estudo da Universidade de Tufts á a análise mais completa da fome nos Estados Unidos desde a reforma das leis de bem-estar social de 1996. Os sociólogos compararam cifras federais e estatais sobre fome, assim como informes de centros de distribuição de alimentos gratuitos e refúgios para vagabundos, formando assim um quadro detalhado da fome e da chamada "insegurança alimentaria", ou o temor de não ter o suficiente para comer.
Os Estados Unidos se encontram agora na mais prolongada expansão econômica desde a guerra do Vietnã. A bolsa de valores está nos ares. O índice nacional de desemprego de 4,1% é o menor em 30 anos.
Ainda assim, o estudo determinou que cerca de uma em cada seis crianças vive em um local onde as comidas são uma preocupação constante. Algumas famílias têm uma dura decisão a tomar: prover aquecimento ou alimentar seus filhos.