Não são todos os casos de doença hemorroidária que vão precisar de tratamento cirúrgico. ‘‘Vai depender dos sintomas e da sua classificação’’, ensina o gastroenterologista Márcio Alexandre Próspero, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e coloproctologia, de Londrina. Aqueles que passam por procedimento cirúrgico, explica, geralmente são os de grau três e quatro. ‘‘Os de grau um e dois depende dos sintomas, como sangramento excessivo’’, avalia.
  Antes da cirurgia normalmente é feito o tratamento clínico, que utiliza medicações para aliviar os sintomas e mudança de hábitos para melhorar a constipação intestinal. Se não houver melhora ainda é possível um tratamento antes de partir para o procedimento cirúrgico, a ligadura elástica.
  A técnica, explica Próspero, consiste na colocação de um anel elástico nas veias exteriorizadas, o que vai interromper a circulação. Com isso, a veia necrosa e cai. O processo é indolor e feito ambulatorialmente. ‘‘Outro tratamento, chamado infra red, tem objetivo parecido, que é diminuir a circulação local, mas tem uma taxa maior de recidiva’’, aponta.
  A cirurgia tradicional, segundo o médico, é ‘‘extremamente dolorosa’’ no pós-operatório, principalmente na hora da evacuação. Outra técnica relativamente nova de cirurgia, que usa grampeador cirúrgico, tem a vantagem de menos dor no pós-operatório e cicatrização mais rápida.
  ‘‘Na tradicional os mamilos são retirados. Nessa, não há cortes. O aparelho, chamado PPH, reposiciona as veias que estão para fora, por causa da parede do canal anal enfraquecida. O problema é o custo, que não é coberto nem pelo SUS (Sistema Único de Saúde), nem pela maioria dos planos de saúde’’, aponta. (C.P.)

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