Londrina - Nem a presença de seguranças contratados de uma empresa terceirizada de segurança impediu a entrada da Reportagem nas escolas municipais. Em uma escola da Zona Norte, o segurança permaneceu sentado e não interferiu. Depois de ir até a secretaria para obter informações sobre a suposta transferência, a Reportagem obteve autorização para conhecer a escola. Em um breve giro pela escola e pelas salas de aula a funcionária informou que, além da segurança terceirizada, a Guarda Municipal realiza rondas no local.
Em outra instituição na mesma região, o acesso é cercado por grades em um corredor estreito. No entanto, quando a Reportagem se aproximou do portão, a entrada foi liberada sem que houvesse necessidade de identificação. Ao indagar a funcionária sobre a segurança no local, ela informou que supervisoras acompanham a entrada e a saída dos alunos, não permitindo que pessoas estranhas aproximassem das crianças.
Mesmo fazendo essas perguntas em nenhum momento a funcionária questionou a identidade da Reportagem. A saída também foi foi feita tranquilamente.
Na Zona Oeste, a Reportagem chegou a gravar um vídeo para mostrar como o acesso de pessoas estranhas é fácil. A escola possui muros altos, um portão reforçado e com arames farpados. No entanto, ao apertar o botão do interfone, o portão foi aberto na hora. Apenas um segurança terceirizado perguntou o que a reportagem queria, mas em momento algum pediu a identidade para confirmar a informação.
''Os seguranças terceirizados são para as escolas onde aconteceram problemas, então estamos aguardando o concurso da Guarda Municipal para ter os guardas nas escolas'', afirmou a secretária municipal de Educação, Karin Sabec. (V.O.)

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