Aparentando tranquilidade, Antonio Sebastião Pinto, pai do sequestrador, disse que não ficaria se lamentando porque o filho estava agora numa situação melhor que na prisão. ‘‘Eu sei que, onde ele está guardado, nem o diabo pode mais tocar nele. Aqui na Terra, mesmo cumprindo o tempo de cadeia, Fernando ainda estava sujeito a ser morto pelas mãos de seus inimigos, seus algozes’’, afirmou.
Sobre o que teria realmente causado a morte do filho, Pinto disse que não se preocupava. ‘‘Não vou batalhar para saber nada, não vou fazer nada. Deus é testemunha do que aconteceu e, se alguém está por detrás disso, Deus vai cobrar de quem fez alguma coisa.’’
A delegada Valderes Lopes, 41, do 81º Distrito Policial (Belém), que registrou o caso como ‘‘morte a esclarecer’’, pediu exames químico e toxicológico - tipos que podem identificar se alguma substância provocou a morte do sequestrador Fernando Dutra Pinto - para dar início às investigações.
O diretor do IML (Instituto Médico-Legal), José Jarjura Júnior, disse que os exames preliminares revelaram infecção generalizada. Exames complementares devem ficar prontos em 20 dias. O corpo será liberado em uma semana.
A promotora de execuções criminais Maria Cristina Pinto Bilcher pediu a abertura de procedimento disciplinar para apurar a morte à Corregedoria dos Presídios de São Paulo. O promotor Dimitrios Eugênio Bueri, designado para o caso dos sequestros, irá acompanhar as investigações.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Silvio Santos, segundo suas assessorias, não comentaram o caso.

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