Negros querem mais espaço na mídia
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Agência Brasil 
Rio - Mais negros na televisão, em revistas e em ensaios de moda. Além de valorizar a diversidade, a proposta é fazer com que os negros também sejam vistos como modelos de beleza pela sociedade, ao lado de outros padrões estéticos. Formas de provocar mudanças foram temas do Seminário de Estética e Negritude no Brasil Contemporâneo, realizado ontem, no Rio de Janeiro.
Durante o seminário, a doutora em filosofia Helena Teodoro explicou que, devido a um processo histórico, os próprio negros não conseguem perceber que, muitas vezes, estão valorizando a estética do outro.
Segundo Helena, as origens da desvalorização da estética da negritude decorre de uma série de teorias e ciências que se originaram na Europa, durante o processo colonizador, e que classificaram outras culturas como inferiores. ''Essas estéticas foram consideradas menores por muito tempo'', explicou.
O Encontro de Arte Negra - Seminário de Estética e Negritude no Brasil Contemporâneo reúne artistas, intelectuais e estudantes. O encontro vai até amanhã, com uma série de debates na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro da capital fluminense.


