NEGÓCIO RENTÁVEL
A reciclagem de materiais poderia render até R$ 10 bilhões por ano, caso o País encarasse o assunto como um negócio lucrativo. A afirmação é de André Vilhena, diretor-executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), uma associação dedicada à promoção da reciclagem mantida financeiramente por 15 empresas do setor privado. Vilhena participou ontem do ''Recicleshow 2001 - 2º Seminário e Exposição sobre os Desafios Técnicos e Econômicos para a Reciclagem'', que termina sábado em São Paulo. Segundo o diretor do Cempre, atualmente, a reciclagem movimenta de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões anualmente no Brasil. ''No entanto, se o lixo e os materiais em geral fossem enxergados como commodities e fossem criados incentivos fiscais e créditos destinados para cooperativas, sucateiros e recicladores, este número poderia atingir R$ 10 bilhões'', estimou. Vilhena lembrou que a exportação de sucata foi favorecida em setembro pela escalada do dólar, mas ressaltou que a atividade de reciclagem no Brasil ainda é muito tímida. O executivo disse ainda que o Brasil gera mais de 100 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos diariamente. Desse total, apenas 1% é destinado à reciclagem e incineração.(A.E.)





