Jerusalém, 24 (AE-AP) - Contrariando a expectativa positiva demonstrada pelo rei Abdullah da Jordânia, um experiente negociador israelense declarou nesta segunda-feira (24) não haver nenhuma evidência de uma retomada próxima das negociações de paz entre Israel e Síria.
Em sua primeira visita a Israel, o rei jordaniano Abdullah referiu-se ontem às negociações sírio-isralenses ressaltando que
"embora as portas continuem firmemente fechadas, será uma tragédia se desistirmos".
Falando à tevê israelense, Abdullah, que tenta nos bastidores incentivar um acordo entre Jerusalém e Damasco, manifestou sua crença de que ainda há margem para negociações, e que "não deveríamos perder essa oportunidade".
Hoje, no entanto, Oded Eran, chefe das negociações com os palestinos, declarou a uma rádio israelense que a Jordânia pode estar interpretando os sinais dados pela Síria "de modo diferente de Israel e dos Estados Unidos".
Indagado sobre a possibilidade de os comentários jordanianos indicarem a existência de um novo esforço para retomada das negociações, Eran foi categórico: "Não, absolutamente não".
Por sua vez, Abdullah, que adiou por várias vezes sua visita a Israel, após permanecer por quatro horas no complexo turístico israelense de Eilat, às margens do Mar Vermelho, retornou ao porto jordaniano de Aqaba a bordo do iate real.
Em apoio aos palestinos, o soberano sugeriu que Jerusalém poderia ser a "capital dos povos", aberta aos seguidores das três religiões fundadas pelos descendentes de Abraão: judaísmo, cristianismo e islamismo.

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