Negociações preveem gasto operacional menor
Astorga - Os consórcios intermunicipais de resíduos sólidos mais próximos de Londrina ficam na região de Astorga (Norte) e Ortigueira (Campos Gerais). Nos Campos Gerais, o grupo reúne Reserva, Telêmaco Borba, Ortigueira, Imbaú, Tamarana, Ventania e Tibagi. São pleiteados junto à Fomento Paraná R$ 16 milhões para um plano de gerenciamento do lixo em conjunto, explica o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Caminhos do Tibagi, Claudiomir Schneider. "Em todas essas cidades, a vida útil do aterro controlado ou lixão já está no fim. Não compensa para os municípios fazer o aterro sanitário sozinhos", comenta.
Três áreas para implantar um aterro sanitário na região devem passar por análise técnica. A escolha final deve priorizar o trecho entre Imbaú e Telêmaco Borba, o que facilitaria a logística para os envolvidos. "Vamos fazer um trabalho em cada cidade para que seja feita a separação dos recicláveis e resíduos para compostagem antes do lixo ir para o aterro", diz Schneider. A previsão é que os trabalhos comecem em março.
Prefeitos da região de Astorga, ligados à Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), também estão mobilizados para acabar com os lixões. O consórcio da Amusep de gestão, o Pro-Amusep, tem 30 cidades envolvidas e é dividido em quatro micro-consórcios. Cada um busca otimizar contratos diferentes para sua área, como o pagamento de patrulhas mecanizadas, ambulâncias, serviços de iluminação e implantação do aterro sanitário.
"No caso do consórcio para o lixo, os municípios não vão pagar mensalidade, mas custos por ação", detalha o prefeito de Astorga, Arquimedes Ziroldo (PTB). Além de Astorga, o grupo deve contar com Iguaraçu, Munhoz de Mello, Ângulo, Flórida e Santa Fé, que hoje compõem, com Atalaia, o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável do Vale do Bandeirantes do Paraná (Cindeb), um dos organismos do Pro-Amusep.
A área que deve abrigar o aterro intermunicipal fica entre Iguaraçu e Munhoz de Mello e deve ter 12 alqueires. O investimento previsto é de R$ 1,2 milhão, sendo metade paga pela Prefeitura de Astorga, o maior município abrangido, e o restante pelos demais consorciados. Máquinas e equipamentos devem ser pleiteados junto ao Governo Federal. Os custos operacionais, hoje cotados em R$ 80 a tonelada, poderiam sair pela metade do preço, segundo Ziroldo. (A.L.)
Continue lendo:
- 'Vida útil' no limite em Astorga





