Rio, 26 (AE) - O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Luis Felipe de Seixas Corrêa, afirmou que os próximos anos serão de negociações difíceis para o Brasil. Segundo ele, o país vai estar participando simultaneamente de uma série de acordos comerciais e qualquer decisão tomada terá reflexos diretos no andamento das negociações paralelas. "Tudo tem que estar articulado, qualquer medida pode influenciar as outras negociações", ressaltou o embaixador, que participou hoje de uma seminário para jornalistas no Hotel Othon Palace, em Copacabana, na zona sul.
A necessidade de uma maior articulação levou o governo brasileiro a criar uma comissão de empresários e representantes governamentais para defender as propostas brasileiras. Seixas Corrêa admite que para fechar alguns pontos dos acordos o Brasil terá que ceder em alguns setores. Entretanto, ele não quis informar qual será a estratégia que o País adotará. Entre as negociações em andamento estão o aprofundamento do Mercosul como área de livre comércio, a ampliação das relações entre oMercosul e a comunidade andina, o acordo com a Alca e a negociação para a formação de uma área de livre comércio com a União Européia, que será um dos pontos principais de discussão durante a Cimeira.
Outro ponto principal será nova rodada de negociação da Organização Mundial de Comércio, marcada para começar em novembro deste ano. O governo brasileiro espera conseguir avanços na queda de barreiras impostas aos produtos nacionais, principalmente em relação aos agrícolas na Europa. Essas barreiras impedem o aumento das exportações brasileiras para os países da União Européia.

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