Negociações entre governo e agentes penitenciários avançam
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba Depois de quase sete horas de reuniões, os agentes penitenciários e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) chegaram a um acordo ontem. A pasta se comprometeu a cumprir nove itens da pauta de reivindicações. Entre eles estão a elaboração de um plano de segurança e a reestruturação das unidades, consideradas defasadas. Em contrapartida, o Sindarspen, que representa os profissionais do setor, confirmou a convocação de uma assembleia para a próxima quinta-feira, com o objetivo de votar o fim da paralisação, iniciada no último sábado. Até lá, os servidores farão operação-padrão, sem prejudicar os serviços essenciais.
A rodada de negociações começou ainda pela manhã, na Sesp, em Curitiba, com a participação do secretário Wagner Mesquita de Oliveira. No período da tarde, as conversas foram retomadas no Complexo Penitenciário de Piraquara (região metropolitana), sob condução do chefe do Departamento de Execução Penal (Depen), Luiz Alberto Cartaxo. Paralelamente, a Sesp conseguiu no Tribunal de Justiça (TJ) uma liminar considerando o movimento ilegal. A peça é assinada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, o mesmo que disse ser abusiva a paralisação dos professores. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 50 mil.
"Iniciaremos a campanha Marcelo Pinheiro. O Depen, nesse termo de acordo, ratifica e também recomenda aos diretores das unidades que (a mobilização) seja cumprida", afirmou a presidente do Sindarspen, Petruska Sviercoski. A campanha leva o nome de um servidor executado durante motim em Guarapuava. Conforme o sindicato, 95% dos servidores, de 26 estabelecimentos penais, aderiram à greve. A Sesp, porém, falava em 60%. Por conta do movimento, as visitas aos detentos foram interrompidas. Atualmente, o Estado possui cerca de 3,4 mil agentes, sendo que a defasagem estipulada é de 1,2 mil.


