Brasília, 17 (AE) - Terminou há pouco, depois de três horas e meia de discussões, a segunda reunião entre representantes do governo, dos empresários e dos caminhoneiros, no gabinete do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. Segundo o ministro, houve avanços em relação a vários pontos das reivindicações dos caminhoneiros, e é possível encerrar as negociações antes dos 90 dias estabelecidos como prazo no dia 29 de julho, quando o governo assinou um acordo com a categoria encerrando uma greve que paralisava as rodovias do País.
O porta-voz do movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, que negociou o acordo do dia 29, disse há pouco que é possível que toda a pauta do acordo seja cumprida até 29 de setembro - 30 dias antes do prazo final. O ministro Padilha informou que, na reunião de hoje, foi acertado que a Confederação Nacional do Transporte (CNT) será coordenadora de um grupo de trabalho encarregado de elaborar uma planilha de custos para os fretes.
Conforme explicação de Nélio Botelho, o grupo deve criar uma planilha que contemple os gastos com cada tipo de caminhão, de acordo com uma tabela de tonelagem por quilômetro rodado. Assim, os caminhoneiros poderão negociar os fretes com base em dados adaptados à realidade da categoria, e não apenas com base nos valores ofertados pelos donos das cargas.
Botelho informou que a próxima reunião de negociação entre representantes da categoria e do governo deverá ocorrer na próxima semana e que não há possibilidade de nova greve dos caminhoneiros a partir do mês de setembro, ao contrário do que foi dito por outros líderes da categoria. Segundo Botelho, as negociações com o governo são "sadias" e "podem atender a toda a pauta de reivindicação" dos caminhoneiros. "Esses panfletos (que falam em greve) são demagogia de quem quer agitar as rodovias", declarou.

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