Negociação por fim da greve na PM vira impasse
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quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012
Tiago Décimo <br> <br> Agência Estado 
Salvador - Foram nove horas entre o fim da tarde de segunda-feira e a madrugada de ontem, mais sete horas entre a manhã e a tarde de ontem, sem que governo baiano e associações de policiais militares chegassem a um acordo para o fim da paralisação parcial promovida pela PM no Estado desde terça-feira passada. As reuniões foram intermediadas pelo arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, e por representantes da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB-BA).
O governo aceita pagar a Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, considerada a principal reivindicação da categoria na Bahia, mas o pagamento seria feito apenas a partir de novembro. A GAP de nível 5, seria incorporada a partir de 2014.
Os policiais, porém, reivindicam o pagamento da GAP 4 a partir de março, e a inclusão da GAP 5 em 2013, além de pressionar para que o governo dê anistia geral para os integrantes grevistas da categoria, desde que não tenham sido flagrados cometendo crimes.
Além disso, as associações pedem garantias de que os mandados de prisão já expedidos contra as lideranças do grupo que lidera a paralisação, a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), sejam cumpridas na Bahia, de preferência em prisões militares.
''Não há espaço no orçamento para que o pagamento da GAP 4 seja realizado agora'', justifica o governador Jaques Wagner. O governo também descarta a possibilidade de anistia para policiais que estejam envolvidos em crimes registrados durante a paralisação.
Na tarde de ontem, foi cumprido o segundo mandado de prisão contra líderes do movimento. O sargento Elias Alves de Santana, dirigente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros Militares do Estado da Bahia (Aspol), foi detido sob acusação de roubo de patrimônio público (viaturas policiais) e de formação de quadrilha.


