Negligência causa 50% dos acidentes
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terça-feira, 08 de julho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Agência Estado
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Saldo trágicoUma cratera de quatro metros de profundidade por 15 metros de comprimento se formou na pista. Corpos foram jogados a até 15 metros dentro da mata. Os destroços da explosão, como estilhaços de metal dos carros e pedaços de asfalto, atingiram pessoas ao redor num raio de mais de 500 metrosA cidade de São Paulo não está livre de um acidente semelhante ao ocorrido anteontem no sul do Pará. Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ocorrem mensalmente no Estado uma média de cinco acidentes rodoviários envolvendo o transporte de cargas perigosas.
Segundo Edson Haddad, técnico do setor de atendimento a acidentes da Cetesb, 50% deles acontecem por negligência ou imprudência dos motoristas. As causas são quase sempre o despreparo dos motoristas aliado à falta de condições das rodovias, avalia. De acordo com o decreto federal 96.044/88, a fiscalização sobre o transporte de cargas perigosas cabe ao órgão que tem jurisdição sobre a via pública.
A explosão de caminhões transportando amônia é rara, segundo Haddad. Para isso acontecer, é necessária uma concentração grande da substância aliada a um impacto de grande intensidade.
A amônia é transportada na forma líquida, sob grande pressão, mas se transforma em gás em caso de vazamento. A nuvem de gás resultante é altamente tóxica, podendo provocar irritações nas vias respiratórias e nos olhos em pessoas que estejam num raio de 300 a 500 metros.
A longa exposição ao gás tem poder de matar uma pessoa, mas isso raramente ocorre, devido ao forte odor da substância, que alerta a pessoa e a faz fugir da área contaminada. A nuvem de amônia pode causar ainda danos permanentes à vegetação atingida. A amônia é usada na fabricação de fertilizantes, outros produtos químicos e para refrigeração.


