São Paulo - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou ontem o habeas corpus de Fábio Raposo Barbosa, de 23 anos, e Caio Silva de Souza, de 22, acusados de disparar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus em 6 de fevereiro deste ano, na capital carioca. O pedido foi negado pelos desembargadores da 8ª Câmara Criminal, por dois votos a um.
A defesa impetrou o habeas corpus no TJ-RJ em fevereiro deste ano, solicitando que Caio e Fábio ficassem em liberdade até o julgamento do mérito. Apesar do voto contrário de dois magistrados, o julgamento não foi concluído na época, pois o desembargador Gilmar Teixeira pediu vistas, tendo devolvido o processo somente ontem, com voto pela "concessão parcial" do pedido. Mesmo assim continuou voto vencido.
Um dos advogados dos réus, Jonas Tadeu Nunes informou que vai recorrer ao STJ na segunda-feira. Ele afirmou que usará como argumento o voto vencido do desembargador Gilmar Teixeira. A defesa diz que os jovens estão sofrendo "constrangimento ilegal", uma vez que não haveria fundamentação para as prisões preventivas e pede que elas sejam substituídas por medidas cautelares alternativas.
Fábio Rapozo e Caio de Souza são acusados de homicídio triplamente qualificado e crime de explosão. Segundo o Ministério Público, eles acenderam o rojão que matou o cinegrafista. A prisão preventiva dos jovens foi decretada em 20 de fevereiro. Eles estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Segundo o TJ-RJ, a primeira audiência do caso está marcada para o próximo dia 25 de abril, na 3ª Vara Criminal.

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