Tóquio, 19 (AE-DOW JONES) - Atingida por uma queda nas vendas fora do Japão e pelo grande prejuízo de sua unidade Packard Bell nos EUA, a NEC Corp. anunciou em Tóquio que terá prejuízo recorde de 150 bilhões de ienes (US$ 1,25 bilhão) no ano fiscal em curso, que termina em 31 de março. A maior fabricante de semicondutores e microcomputadores do Japão havia previsto anteriormente que o prejuízo seria de 35 bilhões de ienes.
Ao mesmo tempo, a NEC anunciou um drástico plano de reestruturação que inclui o corte de 15 mil empregos nos próximos três anos, sendo 9 mil no Japão e 6 mil no exterior. A NEC informou ainda que vai fazer uma cisão da lucrativa subsidiária européia Packard Bell NEC de sua controladora norte-americana para colocá-la sob o controle direto da NEC, através do pagamento de US$ 450 milhões por suas ações.
A Packard Bell NEC vai usar os recursos para reestruturar suas operações norte-americanas, cujo prejuízo pré-impostos estimados em US$ 500 milhões em 1998 pesaram sobre os resultados da NEC, informa a edição online do jornal Nihon Keizai Shimbun.
Em coletiva à imprensa em Tóquio, o presidente da NEC, Hisashi Kaneko, confirmou que decidiu renunciar, mas negou que esteja assumindo responsabilidade pelo fraco desempenho da empresa. Koji Nishigaki, atual diretor-gerente, assumirá a presidência em 26 de março. Kaneko vai atuar como conselheiro da empresa. Hajime Sasaki, vice-presidente, vai assumir o cargo de chairman, que estava vago desde que Tadahiro Sekimoto renunciou, no ano passado, para assumir responsabilidades em um escândalo referente a contratos com a Agência de Defesa.
A NEC prevê que a controladora terá lucro pré-impostos de 3 bilhões de ienes neste ano fiscal, bem abaixo da previsão anterior, de lucro pré-impostos de 50 bilhões de ienes. Segundo as previsões divulgadas hoje, o grupo deverá apresentar equilíbrio no balanço operacional. As previsões têm como base o dólar médio em 120 ienes no segundo semestre. Em 31 de março, a NEC projeta o dólar em 115 ienes. Como parte da reestruturação, a NEC vai cortar o salário dos seus executivos entre 10% e 20% a partir de fevereiro.

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