Sevilha, 27 (AE-AP) - O que seria a "maratona do milênio" foi apresentada, hoje, em Sevilha, pelo presidente da Federação Internacional de Atletismo (Iaaf), Primo Nebiolo. O dirigente disse que a maratona atrairá para Roma os melhores atletas do mundo para uma prova histórica, dia 1.º de janeiro, ao meio-dia. Apesar da coincidência de datas, o organizador da São Silvestre, Vitor Malzoni Jr., afirma que, pelas diferenças de características das provas, a Maratona de Roma em nada vai atrapalhar a corrida de São Paulo.
"Será a maratona mais importante de todos os tempos e as São Silvestres que existem no último dia do ano podem ser realizadas
mas a Iaaf não autorizará nenhuma outra competição atlética em 1.º de janeiro", ressaltou Nebiolo, que acredita na presença de 50 mil corredores na prova, que terá largada na Praça de São Pedro, no Vaticano.
A sexta edição da Maratona de Roma, que, segundo Malzoni, não é uma das mais importantes do mundo, em função das ruas estreitas e do piso ruim da cidade, é vista como uma jogada de marketing. "Será uma boa promoção para o esporte, mas não vai concorrer com a organização da São Silvestre", afirmou Malzoni, informando ainda que a corrida será mesmo realizada no dia 31 de dezembro, à tarde, com largada para as mulheres às 15 horas e para os homens às 17 horas.
"Pelo menos, tudo está sendo combinado com a Globo para a prova ser de dia", disse o empresário, descartando a possibilidade de mudança da corrida deste ano para a meia-noite, como havia sido cogitado anteriormente.
"A São Silvestre tem uma tradição de 74 anos e é uma prova que tem sido ganha por especialistas em cross country, como Paul Tergat, Simon Chemowyo e Fita Bayesa, e não por maratonistas", observou Malzoni. "Mesmo o Ronaldinho, quando venceu a prova, ainda não corria maratona." O próprio Ronaldinho, que vai participar da Maratona de Chicago, em outubro, não terá condições de competir em Roma, dois meses depois. "A maratona de Roma não é novidade e não vai atrapalhar a São Silvestre, por ser realizada em janeiro", insistiu Malzoni, que pretende ter 15 mil competidores na edição deste ano da corrida paulistana.

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