Nazistas fabricaram sabão com gordura humana
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quinta-feira, 07 de março de 2002
France Presse 
Varsóvia - Os laboratórios nazistas do professor alemão Rudolf Spanner, instalados em Gdansk (norte da Polônia), fabricaram, em escala experimental, sabão com os corpos de prisioneiros poloneses e soviéticos, anunciou ontem o Instituto Polonês da Memória (IPN).
Uma nova e exaustiva investigação foi realizada sobre essa experiência, com o objetivo de estabelecer de maneira definitiva se o Instituto Anatômico da Academia de Medicina em Gdansk, dirigido por Rudolf Spanner durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou realmente com corpos de prisioneiros russos e poloneses.
Uma primeira investigação foi realizada em 1945, mas não se emitiu nenhuma ata de acusação, apesar de a comissão investigadora ter concluído que os cientistas alemães utilizaram gordura humana para fabricar sabão. A comissão também comprovou que os nazistas trabalharam com a pele humana.
A documentação reunida pelos investigadores não permite duvidar dos fatos que foram estabelecidos, disse o promotor Witold Kulesza, do IPN. O IPN é um organismo público criado recentemente para perseguir os autores de crimes cometidos contra a nação polonesa.
Segundo os depoimentos reunidos em 1945, quase 40 quilos de sabão produzidos com gordura humana foram fabricados nos laboratórios de Gdansk.
A nova investigação ainda não acabou, disse Kulesza. Nós queremos saber do que Spanner foi acusado e por que foi inocentado em dois processos na Alemanha, em 1947 e 1948, acrescentou. Depois da guerra, Spanner foi diretor do curso de Anatomia da Universidade de Colônia.


