O navio Norma da Petrobras deve ser rebocado hoje para o cais do Porto de Paranaguá onde serão feitos reparos. Encalhada no Canal da Galheta, na Baía de Paranaguá, desde o último dia 18, a embarcação só será retirada pelos técnicos da empresa holandesa Smitt Americas Inc., contratada pela Petrobras, quando a maré subir, por volta das 8 horas. Somente no dia 8 o navio será levado para o Rio de Janeiro.

Ontem, os técnicos da Smitt encheram os tanques da embarcação com nitrogênio, para melhorar a flutuação do Norma. Também vedaram partes no casco. O trabalho durou a tarde inteira.

A ''salvatagem'' do navio será acompanhada pela fiscalização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e Defesa Civil. Somente depois de retirar o navio, a Transpetro subsidiária da Petrobras vai divulgar quanto de nafta vazou do Norma.

No dia do acidente, o Norma estava carregado com 22,401 milhões de litros de nafta. Como a Petrobras divulgou que 392 mil litros vazaram no mar, os órgãos ambientais aguardam laudos da empresa para saber o destino dos restantes 906 mil litros. Numa operação anterior, 21,103 milhões de litros foram bombeados para o navio Nara, que já desatracou em direção a Tramandaí (RS).

Após a retirada do navio, a Administração do Porto de Paranaguá estuda a possibilidade de explodir as pedras onde ficou encalhado o navio Norma. A explosão deve custar R$ 4 milhões.

Depoimento Ontem, o gerente de sinalização náutica do Porto de Paranaguá, Fernando Araújo Almeida, não compareceu na Polícia Federal do município para depor. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Evaristo Kuceki, Almeida foi convocado para informar sobre alocalização exata das bóias. A Polícia Federal suspeita que esses equipamentos foram colocados fora do local, provocando o erro do prático Jarbas Furquim de Campos Filho, 55 anos, que rebocava o Norma.

O delegado Kuceki disse que somente depois de ouvir todos os envolvidos vai apontar quem foi o responsável do vazamento. Essas investigações servirão de base para futura ação do Ministério Público Estadual e o Federal.

A Federação dos Pescadores do Paraná também aguarda o resultado das investigações para cobrar uma indenização de R$ 200,00 por dia parado, em função da proibição da pesca nas baías de Paranaguá e Antonina. O Ibama avisou que o veto à pesca continua por tempo indeterminado.

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