Depois de duas semanas encalhado, o navio Norma foi rebocado ontem para o cais do Porto de Paranaguá, onde deve receber reparos. A previsão é que a embarcação seja levada para o Rio de Janeiro apenas no próximo dia 8. O navio da Petrobras estava carregado com 22,401 milhões de litros de nafta (material altamente explosivo) quando bateu numa pedra no Canal da Galheta e encalhou, no último dia 18. Segundo a Petrobras, 392 mil litros do produto vazaram no mar. A Defesa Civil garantiu ontem que, com a retirada do navio, não há mais riscos para a população e para o meio ambiente.

Com o navio rebocado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vão realizar novas coletas da água e peixes para determinar a liberação da pesca no local, proibida desde o dia do acidente. ''Ainda não há uma previsão'', disse o superintendente do Ibama em Paranaguá, Lício Domit. ''Primeiro vamos mensurar as consequências do derrame do nafta.''

Para isso, o Ibama e o IAP devem fazer monitoramento constante na região. No entanto, esse trabalho pode ser prejudicado pela falta de estrutura dos órgãos. O IAP realizou coleta de água ontem, mas o Ibama não pôde monitorar os trabalhos preliminares da retirada do navio do Canal da Galheta, porque estava sem barco. O barco do Ibama disponível para o monitoramento da Baía de Paranaguá teria sido deslocado para levar um técnico de Brasília para Superagui, na Baía de Guaraqueçaba.

mockup