Navio deixa vazar 4 toneladas de óleo combustível na Bahia de Guanabara
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sexta-feira, 13 de agosto de 1999
Por Roberta Pennafort (especial para a AE) 
Rio, 14 (AE) - Quatro toneladas de óleo combustível vazadas de um navio estão formando, desde a tarde de quinta-feira (12), uma extensa mancha na poluída Baía de Guanabara, no Rio. O vazamento começou quando o navio Paty abastecia num terminal da Petrobras na Ilha do Governador (zona norte), próximo a um local conhecido como Ilha Dágua. A Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) recolheu cerca de 90% do óleo, mas suspeita da ocorrência de mais vazamentos do mesmo navio, que deverá ser multado em até R$ 40 mil.
O presidente da Feema, Axel Grael, sobrevoou a área afetada hoje e disse que a mancha está se deslocando rapidamente
atingindo as Praias de Botafogo e Flamengo, na zona sul, que foram interditadas aos banhistas. "O óleo derramado forma uma fina película sobre a água, difícil de ser removida, mas a barreira que colocamos no próprio dia do acidente vai evitar maiores danos ao meio ambiente", explicou Grael, que não soube precisar a extensão atual da mancha.
Ontem (13), o rastro deixado pelo vazamento era de dois quilômetros e podia ser visto nas imediações do vão central da Ponte Rio-Niterói. O Grupamento Marítimo resgatou uma ave encoberta em óleo. Segundo Grael, a Feema está investigando a possibilidade de ter havido outros vazamentos do Poty na Ilha do Governador. Uma amostra coletada no local está sendo analisada em laboratório e o resultado deve sair em dois dias. Outros dois incidentes envolvendo navios colocaram a Feema em alerta na semana passada. Na segunda-feira (09), houve um vazamento de produto químico, o corrosivo cloreto trimetil sulfônico, no interior de uma embarcação que chegava ao Porto do Rio. Quatro dias depois, o navio alemão Likes Condor acusou derramamento de cloral anidro inibido (produto destinado à empresa farmacêutica Bayer), também dentro do navio, que estava a 25 quilômetros da costa fluminense. Segundo Grael, em nenhum dos dois casos, a Baía de Guanabara foi afetada.


