Rio - Cinco pessoas estão desaparecidas desde a noite de sábado, após o naufrágio de uma traineira com 13 tripulantes a bordo na Baía de Ilha Grande, em Angra dos Reis, litoral sul do Rio. Por volta das 13h30 de ontem, as buscas pelos desaparecidos foram interrompidas, por causa de alertas de ventos fortes na região. Entre os desaparecidos estão o vice-prefeito de Arantina (MG), José Geraldo da Silva, de 48 anos, três amigos dele e um ajudante de convés da embarcação.
O naufrágio ocorreu nas proximidades da Ilha dos Meros, que fica perto da Praia de Provetá, na Ilha Grande, quase na saída para o mar aberto. Costuma ser uma região de mar revolto e o mau tempo pode ter contribuído para o acidente, acredita o presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, Klauber Valente. "Já é um lugar em que o mestre da embarcação tem que ter muito cuidado. O barco acabou virando", disse.
A embarcação Minas Gerais foi uma das quatro alugadas por 47 turistas de Arantina, cidade da Zona da Mata, que tem 2.800 habitantes e fica a 360 km de Belo Horizonte. O grupo costuma viajar regularmente para pescar em alto-mar. Eles saíram às 9 horas de Arantina, de ônibus, com destino a Angra dos Reis. À tarde, embarcaram nas traineiras no Cais do Camorim e navegaram por cerca de três horas até o ponto próximo à Ilha dos Meros. Como não conseguiram pescar nada ali, resolveram mudar de local. Ao fazer a manobra, o barco afundou.
Todos os pescadores estavam com coletes salva-vidas. Oito deles conseguiram nadar até a ilha. Alguns se apoiaram em madeiras que se soltaram do barco. Eles foram resgatados pela embarcação Garamar, de pescadores da Praia de Provetá, e pelas traineiras que faziam parte do grupo de Arantina. A Defesa Civil foi acionada pelo sistema de rádio de uma das embarcações e avisou o Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos.
Três embarcações da Marinha e uma dos Bombeiros do Rio trabalharam nas buscas pelos cinco desaparecidos na manhã de ontem. Mas no início da tarde os trabalhos foram interrompidos por causa do vento forte. As ondas no local chegaram a dois metros de altura. A viagem entre o Cais do Camorim e o ponto do naufrágio costuma ser de duas horas. Na tarde de hoje, as embarcações levaram o dobro desse tempo. De acordo com o sargento Miranda, do Corpo de Bombeiros, a decisão sobre a retomada das buscas caberá à Marinha. A interrupção das buscas deixou ainda mais apreensivos os moradores de Arantina, que aguardam notícias sobre os desaparecidos.

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