Rio, 13 (AE) - Os lojistas do Rio estão mais otimistas para o Natal e esperam vendas até 40% maiores do que em dezembro passado. "O consumidor está mais confiante na economia, e essa boa perspectiva é que faz o consumo crescer", afirma a superintendente de marketing da administradora de shopping centers In Mont, Jussara Nova Raris.
O melhor cenário é traçado pelos comerciantes populares. Os lojistas da rua da Alfândega e adjacências, organizados na Saara, prevêem vendas 30% a 40% maiores no Natal. No Dia da Criança, venderam 20% a 30% a mais, na maioria presentes de até R$ 30,00. No final do ano, os consumidores devem optar novamente por produtos baratos.
Nos quatro shoppings geridos pela In Mont - Plaza Shopping, Ilha Plaza, São Conrado Fashion Mall e Off Price - as vendas devem crescer entre 8% e 15%, depois de um aumento médio de 8% no Dia da Criança, 25% no setor de brinquedos. "Houve estoque e parcelamento das compras", explicou Jussara.
No ano passado, disse a executiva, o consumo foi pequeno nas duas datas, mas os estoques foram subestimados e faltou mercadoria. Este ano, os lojistas estão preparados. Para ela, apenas as vendas de aparelhos celulares devem ser menores do que as de 1998, "porque já houve a explosão de demanda". Até eletroeletrônicos devem apresentar recuperação, acredita.
No shopping Rio Sul, na zona sul do Rio, as vendas devem crescer 20% em dezembro, bem acima dos 8,5% registrados no Dia da Criança, mas parte desse aumento será decorrente de uma mudança no mix de lojas. No Brasil, os shoppings venderam 8,5% a mais no Dia da Criança, informou a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O preço médio das compras também cresceu 10%, atingindo R$ 40,00.
A rede de supermercados Sendas tem expectativa de vender 5% a 10% a mais em dezembro, na comparação com as mesmas lojas do ano passado. "Mas os importados devem ter uma pequena queda", afirmou o diretor-comercial da rede, Nelson Sendas.
Segundo uma pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio-RJ), 84,1% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar o volume de encomendas no Natal. A federação afirma que o clima de virada do milênio deve estimular a compra de roupas, objetos novos e presentes.

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