Brasília, 14 (AE) - Os primeiros quíntuplos de Brasília nasceram sábado, no Hospital Materno-Infantil. Os cinco bebês, gerados por fertilização in vitro, têm 70% de chances de sobreviver e ainda respiram com a ajuda de aparelhos. Um dos quíntuplos - são quatro meninas e um menino - está com membrama hialina, uma doença que atinge os pulmões e dificulta a respiração. Segundo o neonatologista Mauro Proença Bacas, a doença ataca geralmente crianças prematuras.
Os bebês, que nasceram com 29 semanas, medindo de 32 a 37 centímetros e pesando entre 930 gramas e 1,035 quilo, vêm sendo acompanhados por 25 médicos em sistema de rodízio na UTI do hospital. Devido às dificuldades que têm para respirar, vão permanecer em observação médica por mais 60 dias. Outras sete crianças prematuras, também respirando com ajuda de aparelhos, estão internadas no hospital.
Milagre - A mãe dos quíntuplos, a dona de casa Linda Mar Miranda Alves da Silva, de 39 anos, considera "um grande milagre de Deus" o nascimento dos filhos. Com dois outros filhos do primeiro casamento - uma menina de 14 anos e um menino de 13 -, ela havia feito ligadura de trompas.
Há oito anos, no entanto, casou com Clidonor Lima dos Santos Neto, hoje com 27 anos, que queria um filho. Fez tratamento e inseminação artificial, mas confessa que não esperava tantos bebês. "Fiquei muito nervosa, a princípio", confessa Linda Mar, baiana de Itapetinga, que hoje se dizia aliviada.
"Vai ser difícil sustentar as crianças", admitiu hoje Clidonor, piauiense de Paranaguá, que à época da gestação da Linda Mar estava desempregado. Atualmente, Clidonor trabalha numa academia de ginástica no Lago Sul, área nobre de Brasília, onde ganha um salário mínimo (R$ 136,00). A família mora em uma casa alugada, de dois cômodos, na cidade-satélite de Samambia. O aluguel, de R$ 200 por mês, está atrasado há três meses. Uma emissora de TV da cidade anunciou ter conseguido um novo emprego e uma casa nova para a família. Clidonor também recebeu hoje doação de fraldas e roupas para as crianças.

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