São Paulo - Um mistério marciano digno de Sherlock Holmes intriga cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA. Se fosse mesmo obra de Arthur Conan Doyle, o criador do detetive, provavelmente se chamaria ''O caso dos rastros que desaparecem''. Como não é, trata-se simplesmente da mais nova evidência de água corrente no planeta vermelho.
Marte tem flertado com os dois temas (enigmas e água) por mais de cem anos. No final do século 19, o astrônomo americano Percival Lowell já dizia ter enxergado, com ajuda de telescópios, a construção de canais para a condução de água no solo de lá.
Na ocasião, tudo não passava de ilusão de óptica, alimentada pela vívida imaginação do observador. Mas agora quem traz as pistas é o olhar tecnológico da sonda americana MRO (Mars Reconnaissance Orbiter).
Os risquinhos vistos por ela no solo marciano estão longe da dramaticidade de ETs construindo canais para uma civilização moribunda. Mas, caso os cientistas estejam certos, nada impede que bactérias alienígenas vivam mesmo lá, usufruindo da pouca água líquida que ainda resta no planeta.
Uma das características mais interessantes dessas linhas, encontradas até agora em sete lugares no hemisfério Sul de Marte (com outros 12 candidatos ainda não confirmados), é que elas só proliferam durante o verão.

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