France Presse
De Pasadena
A perda da sonda Mars Climate Orbiter (MCO) em setembro e o fracasso da Mars Polar Lander (MPL) esta semana são um duro golpe para a imagem da Nasa em seu esforço para explorar o Planeta Vermelho, mas não vão frear a aventura marciana. ‘‘Certamente estamos decepcionados, mas estamos decididos a prosseguir’’, destacou o chefe do projeto MPL, Richard Cook, ao anunciar que a missão da MPL, de US$ 165 milhões, estava sem dúvida perdida.
Numa coletiva, o diretor da Nasa para a área científica, Ed Weiler, evocou um eventual atraso no programa marciano. ‘‘Atualmente não estou convencido de que possamos fazer ‘aterrissar’ a sonda prevista para 2001’’, disse. A partir de 2001, está previsto o lançamento de duas sondas rumo a Marte.
Os planos são de que antes de 2020, o homem poderá pisar em Marte, no âmbito de um projeto de grande envergadura no qual os americanos já trabalham a todo vapor. ‘‘Depois da satisfação gerada em 1997, quando a sonda Mars Pathfinder pousou em Marte e pela entrada em órbita da Mars Global Surveyor, atualmente cartografando o planeta, os dois fracassos lembram que o que tentamos fazer é muito, muito difícil’’, destacou o chefe do projeto MPL. Pouco se conhece do meio ambiente marciano e por isso cada missão é um desafio.

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