NASA lança Discovery depois de seis meses
Cabo Canaveral, 27 (AE-AP) - O ônibus espacial Discovery decolou rumo à nova Estação Espacial Internacional hoje (27), depois de um intervalo de seis meses sem lançamentos de naves desse tipo, a maior interrupção desde o desastre da Challenger.
"Faz muito tempo", disse o diretor de lançamento Ralph Roe, assim que a Discovery atingiu órbita. "Estamos muito felizes por fazer lançamentos de novo". A nave, pesando dois mil quilos
partiu levando sete astronautas e suprimentos para a estação espacial.
A estação orbitava a 380 quilômetros sobre o Atlântico, no momento da decolagem. A Discovery deverá alcançá-la no sábado.
Como nenhum ônibus espacial decolava desde dezembro, a Nasa foi especialmente cautelosa, desta vez. O intervalo de seis meses nada teve a ver com as condições da frota de ônibus espaciais, mas com atrasos na preparação de equipamentos para a estação.
Durante a missão, prevista para dez dias, os astronautas da Discovery irão transferir equipamentos para a estação, consertar partes danificadas e instalar abafadores de som nos ventiladores. Dois deles farão uma caminhada pelo espaço neste final de semana, para instalar peças no lado de fora da estação.
Este é o primeiro vôo à estação, desde que o segundo módulo da estrutura foi fixado no primeiro, em dezembro. Com isso, a tripulação - composta por americanos, russos e canadenses - será a primeira a atracar no complexo.
Em novembro, um foguete russo deverá pôr em órbita o próximo módulo da estação, que contém sistemas de suporte de vida. Em dezembro, o ônibus espacial Atlantis deverá levar mais equipamento.
O módulo russo já está com atraso de um ano e meio. Há dúvidas sobre se a Rússia será capaz de completá-lo, frente as dificuldades econômicas do país.
Durante o hiato de lançamentos, o programa de ônibus espaciais se dedicou a realizar treinos e simulações. O esforço valeu a pena: o lançamento do Discovery foi impecável, enquanto que, nesse meio tempo, outras decolagens - de foguetes não-tripulados - falharam.
Nesses casos, três foguetes acabaram deixando duas cargas - satélites - em órbitas erradas. Três outros satélites foram destruídos.





