Uma combinação de hormônios, fatores de risco e artérias menos calibrosas é a causa para um infarto ''potencialmente mais grave'' nas mulheres que nos homens. Elas já são vítimas em 30% dos casos, e a doença chega a matar seis vezes mais que o câncer de mama. ''No Brasil, mais de 200 mulheres morrem ®MDBO¯®MDNM¯por dia vítimas de infarto'', alerta o cardiologista Hélio Castello, de São Paulo.
Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, segundo o médico, apontam que 40% apresentam aumento da cintura abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do preconizado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol, além do acúmulo do estresse do trabalho com o dos cuidados com a família.
Um dos fatores que agravam a doença do coração nas mulheres é a associação da pílula anticoncepcional com o cigarro. Segundo Castello, essa associação representa a maior causa de infarto em mulheres jovens, aumentando o risco da doença em até cinco vezes, além de aumentar as chances de outras doenças vasculares periféricas, como varizes, tromboses e o acidente vascular cerebral (AVC). Isso acontece porque o hormônio liberado pelas pílulas podem elevar a formação de coágulos nas artérias e veias, o que pode interromper a irrigação do músculo cardíaco. E o monóxido de carbono presente no cigarro contribui para diminuir o calibre dos vasos sanguíneos, dificultando a passagem do sangue.
O risco de ter problemas cardíacos aumenta após os 50 anos, quando as mulheres passam pela menopausa, e diminui a produção do estrogênio, um protetor da saúde feminina. ''Os estrogênios são grandes aliados do coração porque estimulam a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo'', ressalta.(C.P.)

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