Foi com o médium Chico Xavier que o médico londrinense Júpiter Villoz Silveira entendeu o que era o ''consolo''. Ele contou que esteve com o médium várias vezes e, na primeira visita, há mais de 20 anos, ficou impressionado com a paz e a tranquilidade transmitidas por ele. Nesse dia, relatou o médico, estava presente no Centro Espírita uma família de São Paulo, que havia perdido o filho em um acidente de moto.
''O pai do garoto estava completamente desconfiado'', disse Silveira. Mas, comentou, os detalhes da carta que Chico começou a psicografar eram tão surpreendentes, que o pai se emocionou. Segundo Silveira, o pai saiu do centro às quatro horas da madrugada, querendo ir direto para São Paulo, contar ao resto da família que Chico tinha trazido seu filho de volta.''Ele estava feliz e consolado. Entendeu que o garoto continuava vivo em outro lugar'', completou.
A família da estudante Rosângela Cunho Redondo, de 21 anos, morta em 1981, também teve uma experiência parecida. Segundo a irmã da estudante, Rosana Redondo Peixoto, quando ela morreu, em consequência de uma queda na piscina, a família não se conformava. ''Minha avó, que mora em Minas, sonhou com Lana que pedia que nós fôssemos ao Centro de Chico Xavier'', contou. Depois da visita, a família recebeu várias mensagens e nelas o pedido para que eles cuidassem de crianças carentes. Há 14 anos a família abriu a creche ''Tia Lana'', no Jardim Tóquio, zona oeste, que atende 92 crianças.

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