Os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia não conseguiram reunir mais de 200 pessoas na manifestação contra o governo no final da tarde de ontem no centro de Salvador. Um pequeno grupo saiu da Praça da Piedade por volta das 16h30 em direção à Praça Castro Alves buscando atrair comerciários do centro, mas poucos atenderam ao apelo.
Teatro, vídeo e panfletagem foram as armas utilizadas pelos manifestantes, em Florianópolis. Para a manifestação que ocorreu à tarde, próximo ao terminal urbano, no centro da cidade, a CUT confeccionou dez mil panfletos para distribuição (outros dez mil foram distribuídos em locais de trabalho).
Em Recife, o movimento ‘‘Abre o Olho, Brasil’’ reuniu cerca de duas mil pessoas numa passeata que percorreu as ruas do centro da cidade sem registrar incidentes.
A manifestação em Cuiabá ficou restrita à participação de três mil trabalhadores sem-terra, alguns policiais civis que estão em greve, e um número reduzido de pessoas que circulavam ontem à tarde pelo centro da cidade.
A manifestação convocada pela CUT e pelo MST fracassou em Brasília. Pouco mais de cem pessoas compareceram à plataforma superior da rodoviária, contrastando com os mais de 150 policiais militares convocados para garantir a ordem na manifestação.
Os cerca de 500 manifestantes que participaram ontem do ‘‘Abre o Olho, Brasil’’ em Manaus, não criticaram só a política neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso, mas também o PFL, partido da base governista e do governador Amazonino Mendes.
Uma grande passeata pelo centro de Fortaleza, com aproximadamente três mil pessoas, marcou as manifestações no Ceará. O protesto reuniu trabalhadores do campo e da cidade exigindo emprego, salário, moradia e reforma agrária.
Pelo menos duas mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram ontem de uma passeata de três quilômetros pelas ruas de Vitória (ES). Nenhum incidente foi registrado. Os manifestantes de diversos sindicatos protestaram contra a condenação do líder sem-terra José Rainha e contra morosidade nos processos que apuram assassinatos de sem-terra.

mockup