Sorocaba - A defesa do preso Alexandre Alves Nardoni, condenado a 30 anos e dois meses de prisão pela morte da filha Isabella, crime ocorrido em março de 2008, entrou com pedido para que o detento passe a cumprir a pena em regime semiaberto. Nardoni está preso há dez anos e quatro meses em regime fechado, na Penitenciária 2, de Tremembé, no interior de São Paulo.

Com a progressão de regime, ele teria direito a cinco saídas temporárias anuais e possibilidade de trabalhar ou estudar fora da prisão. Nesta terça-feira (11), a promotoria criminal deu parecer contrário, mas o pedido ainda será analisado pela Justiça.

Em petição dirigida à Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), a defesa de Nardoni alega que ele já cumpriu o tempo correspondente a dois quintos da pena em regime fechado, requisito objetivo previsto em lei para crimes hediondos. No cálculo, foram considerados 634 dias de remissão na pena, já que o detento trabalha na prisão.

Conforme o advogado Roberto Podval, defensor de Nardoni, o preso atendeu também a requisitos subjetivos, pois sempre demonstrou bom comportamento carcerário e conduta exemplar.

A Promotoria Criminal de Taubaté não concordou com a concessão automática da progressão e pediu que Alexandre Nardoni seja submetido a exame criminológico. De acordo com o promotor Luiz Marcelo Negrini, o crime pelo qual o réu foi condenado é de extrema gravidade e são necessárias garantias de que ele está apto a voltar ao convívio social.

O juízo de Execuções Criminais deve decidir nos próximos dias se atende ao pedido da defesa ou acata o parecer do Ministério Público.

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