Napoleão diz que pedido de intervenção no PI não pára reformas
Brasília, 14 (AE) - O líder do PFL no Senado, Hugo Napoleão (PI), afirmou há pouco que um eventual pedido de intervenção federal no Estado não deverá interromper a tramitação das reformas constitucionais no Congresso. Ele lembrou que os pedidos de intervenção são apresentados à Procuradoria-Geral da República e têm um processo de tramitação naquele órgão e disse que a proibição de promover reformas na Constituição só passa a vigorar no momento em que uma intervenção é decretada. Napoleão rebateu acusações feitas pelo governador do Estado, Francisco de Assis Morais Souza (PMDB), o Mão Santa, segundo o qual o PFL estaria envolvido nas denúncias de corrupção no governo. O senador disse que as investigações foram iniciadas a pedido do presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Piauí, Nelson Neri Costa, que apresentou uma represenatção à Procuradoria-Geral da República. "Isto não é um caso de política, é um caso de polícia", afirmou Napoleão. O senador, que perdeu as últimas eleições para governador, apresentou, em dezembro, um pedido de impugnação da diplomação de Mão Santa, alegando corrupção eleitoral.





