Não tem como perder o encanto
''É ele quem diverte as pessoas'', diz Matheus Nogueira Willms sobre a figura do palhaço. Aos 12 anos, o garoto se anima com a possibilidade de um dia trabalhar levando alegria ao público e já demonstra talento pra ''fazer graça'' entre os colegas.
Matheus é um dos 45 alunos entre 5 e 45 anos que têm encarado a prática de circo como uma rotina. Eles participam das aulas do projeto Circo Cidadão, promovido pela Escola de Circo de Londrina desde 2002, no Conjunto Maria Cecília, na zona norte.
Nas aulas, os aprendizes têm contato com técnicas circenses, como acrobacia aéreas e de solo, malabares e equilíbrio. ''Comecei neste projeto e hoje sou professor. Assim como eu, essas crianças estão tendo a oportunidade de aprender algo diferente, prazeroso'', afirma Paulo Líbano, de 25 anos, conhecido como palhaço Bokinha.
Apesar das aulas não serem direcionadas para o trabalho do palhaço, Bokinha explica que é possível praticar técnicas específicas, como as formas de cair. ''Mas dá para ser palhaço em qualquer idade, desde que tenha treino e habilidade'', observa o professor e coordenador do projeto na região, que reforça a importância do palhaço por acreditar que ''ele é a figura que leva o primeiro impacto do circo para as pessoas. Não tem como perder o encanto ou ser esquecido'', declara.
Serviço - As aulas de circo gratuitas serão retomadas em fevereiro de 2013, no Centro Cultural da Zona Norte (Av. Saul Elkind, 790). Mais informações pelo fone (43) 3321-8479





