'Não será uma solução barata', adianta gerente de clinica
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terça-feira, 05 de janeiro de 2021
Vitor Struck - Grupo Folha 
Para a gerente da Clínica de Vacinas Unimed Londrina, Zenaide Leão, a prioridade sobre o atendimento dos laboratórios que produzem os imunizantes contra a Covid-19 deve ser a rede pública de saúde e os “grupos prioritários definidos pelo Governo Federal”, avaliou.

Com 185 mil clientes em uma área de 28 municípios que inclui toda a Região Metropolitana de Londrina, a Clínica de Vacinas da Unimed Londrina é uma das seis unidades privadas que são ligadas ao plano que ofertam a vacinação no estado. Conforme a gerente, o Brasil possui entre 15 e 20 clínicas de vacina ligadas ao plano de saúde e todas ainda estão aguardando os protocolos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O mesmo procedimento vale para a Covaxin, da farmacêutica indiana Bharat Biotech. A gerente lembrou que a Unimed não faz parte da ABCVac (Associação Brasileira das Clínicas de Vacina) e que a equipe que cuida das importações dos imunizantes “tem encontrado as mesmas dificuldades”.
Questionada sobre o preço que será repassados aos consumidores, Leão lembrou que o custo de produção das vacinas cujas pesquisas estão mais adiantas já demonstra que não será uma solução barata, especialmente para uma vacina cuja eficácia seja alcançada com duas doses. “Para um casal com dois filhos, seriam oito doses”, lembrou.
Ela também explicou que o custo da entrega das doses é de responsabilidade do laboratório e está incluído no preço que será cobrado das empresas do setor. Já enquanto o Poder Público precisa se preocupar com o estoque de agulhas e seringas, a rede privada já recebe o imunizante na seringa, destacou.
Entretanto o assunto ainda está em uma fase "embrionária", classificou Leão. “O que temos acompanhado é que o valor de produção da mais barata, a da Astrazeneca, é entre US$ 4 e US$ 30. Já a da Pfizer varia entre US$ 10 e US$ 50. Sputnik e Janssen, que vieram da transferência de tecnologia e, em princípio, vem envasada, é cerca de US$ 10 a dose, e a Coronavac entre US$ 10,30 e US$ 30, que é um custo alto para uma vacina que será produzida aqui no Brasil”, avaliou.


