São Paulo e Rio - Vítima do acidente que deixou 14 mortos e diversos feridos na Rodovia Régis Bittencourt, a psicóloga Elizabete Souza Lima diz que não sentiu o ônibus frear antes de perder o controle e cair em uma ribanceira. "Eu dormia, e acordei com o ônibus já caindo na ribanceira; não senti nenhuma freada. Tenho sorte de estar aqui, inteira", disse. Ela prestou depoimento no 1º DP de Itapecerica da Serra (Região Metropolitana de São Paulo)).
A administradora Kelly Cristina Guimarães, de 33 anos, mora em Curitiba, mas também compareceu à delegacia. Sua mãe, Regina Célia Guimarães, de 58, morreu no acidente. "Ela ia pela primeira vez ao Rio, para passar as festas de fim de ano com a família", contou a filha
Foi o padrasto de Kelly, Guilherme Feitosa, de 30, quem ligou de madrugada para lhe dar a notícia. Ele também estava no ônibus, mas teve apenas uma fratura no dedo e vai ser operado em um hospital de Itapecerica da Serra. "Era uma viagem de festa, que acabou com a nossa família", afirmou a administradora.

Outras três passageiras que sobreviveram ao acidente chegaram à Rodoviária Novo Rio por volta das 14 horas de ontem. Uma delas, Rosileine Paulino, de 36, tinha um ferimento nas costas. Ela disse que não percebeu o que causou o desastre. "Foi muito de repente. O ônibus saiu da pista. Nasci de novo", disse a passageira, que também afirmou não ter havido freada antes da queda na ribanceira.
Ela e outras duas mulheres, que não quiseram dar entrevistas, chegaram ao Rio num ônibus da viação Nossa Senhora da Penha, responsável pelo veículo acidentado.

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