Brasília - A aprovação da reforma do ensino médio foi marcada por polêmicas. A primeira delas foi ao fato da proposta ter sido apresentada, em setembro de 2016, no formato de medida provisória, o que gerou crítica entre especialistas, que alegaram tempo curto para discutir as mudanças. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a dizer que a MP era inconstitucional e que havia completa "falta de urgência" da proposta.

O Ministério da Educação (MEC), porém, tem defendido que a alta evasão nessa etapa de ensino e baixos índices de desempenho dos estudantes nas avaliações do Ideb (índice de desenvolvimento de educação básica) mostram a urgência das mudanças. "Não podíamos de forma alguma estender e postergar por mais um, três ou cinco anos algo que já é praticamente consensual no meio educacional brasileiro, a necessidade de mudanças", afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho.

Outra polêmica ocorreu em relação à possibilidade de contratação de profissionais sem formação específica, mas com "notório saber", para dar aulas em cursos técnicos e profissionalizantes. Segundo a secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, a pasta discute como dar maior apoio aos Estados e municípios para que estes possam auxiliar na formação dos docentes.(N.C e G.U.)

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