Ele tem 1,75 de altura, pesa 95 quilos e tem 31 anos de idade. Personal trainer há mais de cinco anos, o profissional de Londrina que prefere não se identificar se vê como um possível portador de vigorexia. Preocupado com a estética além do limite, ele confessa: ''Não me vejo sem poder treinar''.
O 'vício' pela atividade física começou logo após a adolescência e, mesmo ouvindo orientações de familiares e até de médicos, o treinador não consegue parar. ''Já sofri lesões nas articulações de cotovelos e coluna. O médico me mandou maneirar, mas eu treino mesmo assim, só que com menos carga. Faço musculação cinco vezes por semana, por cinquenta minutos e treino jiu-jitsu três vezes por semana por uma hora'', conta.
Para ele, a preocupação com a 'saúde' e com o corpo é total. Ele costuma fazer 15 repetições em barras de tração fixa, chega a erguer 180 quilos no aparelho de musculação supino (peito) e outros 700 quilos no leg press (pernas). ''Minha preocupação é total com o corpo e procuro fazer o treino prazeroso. Sabemos que no Brasil apenas 3% da nossa população se preocupa com a forma física. Considerando isso, muitos podem me considerar uma ''coisa'' totalmente fora dos padrões. Eu acho que chega uma hora que você perde a noção do tamanho, mas eu não me sinto grande e pretendo ficar ainda maior'', finaliza. (F.B.)

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