Professores e servidores do Estado também aguardam a retirada da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que suspende o pagamento de reposição salarial ao funcionalismo. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Hermes Leão, "é preciso que o governo estabeleça um diálogo com os servidores". "O governo já quebrou um dos compromissos firmados durante a greve no ano passado e, até agora, não houve avanços efetivos na negociação. Pedimos a retirada da emenda. Nós até entendemos que, com as dificuldades financeiras, não será possível pagar todos os valores atrasados, mas a data-base pode ser mantida para a correção da inflação entre 7% e 7,5%", explicou.
Representantes dos servidores reuniram números da economia do Estado para argumentar ao governo que é possível manter a reposição salarial programada para janeiro. Na reunião marcada para a tarde desta quarta-feira (19), o governo pretende apresentar as contas públicas e a situação orçamentária de 2017.
Em meio à greve dos professores e servidores, mais de 688 escolas estaduais estão ocupadas em todo o Paraná, 31 delas em Londrina. Os números são do movimento Ocupa Paraná, organizado pelos estudantes secundaristas. Em todo o Estado, são 1.165.064 alunos matriculados em 2.144 escolas. Os alunos protestam contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo federal.
Na tarde desta terça (18), o resultado dos seminários promovidos na última semana pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) foi entregue ao ministro da Educação, Mendonça Filho. Conforme a assessoria de imprensa do governo do Estado, cerca de 85% dos participantes criticaram o encaminhamento da medida provisória que estabelece a reforma. Também nesta terça, estudantes de Londrina reclamaram por meio das redes sociais que o benefício do passe livre havia sido suspenso. Por meio de nota, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que chegou a iniciar o bloqueio do benefício, já que algumas instituições haviam comunicado a paralisação das atividades. No entanto, como nem todas as escolas aderiram ao movimento e alguns cursos continuam sendo ofertados, a companhia "optou por manter o benefício até que a situação seja melhor detalhada" pelas instituições ou pelo Núcleo Regional de Educação.

VESTIBULAR
O coordenador do Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Belli, garantiu nesta terça em Curitiba que a ocupação das escolas estaduais não afetará o vestibular. Ele explicou que os seis locais de prova nas escolas ocupadas definidos inicialmente foram substituídos. A primeira fase será no domingo (23) e a segunda, em em 27 e 28 de novembro.(V.C.)

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