Brasília- Após sancionar a lei que permite a exploração de florestas públicas por empresas privadas nacionais, o presidente Luiz Inácio Lula estimou que, em dez anos, 3% das matas da Amazônia sejam negociadas por meio de concessões públicas. ''Neste País, a discussão sobre meio ambiente sempre foi oito ou 80'', disse. ''Não existia diálogo, um meio termo, era uma guerra: ou se destrói tudo ou transforma a Amazônia em um santuário da humanidade.''
Foram vetados quatro pontos do projeto aprovado no Congresso, como o artigo que exigia a aprovação pelo Senado de concessão de áreas acima de 2.500 hectares. Também foram vetados a obrigatoriedade de sabatinas no Senado para os escolhidos para dirigir o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento Florestal, estabelecidos pela nova lei, a criação de um conselho gestor formado por representantes de ministérios e um parágrafo que, segundo técnicos do governo, interferia nos orçamentos do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.
Antes de o presidente falar, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a aprovação da lei foi um ''processo de crucificação de egos''.
A uma pergunta se estaria ''crucificando'' a própria biografia ao defender a aprovação da lei, ela respondeu que o atual governo conseguiu reduzir em 31% o índice de desmatamento no País. ''Você acha que é crucificar a biografia acabar com a corrupção de décadas na área ambiental como nós fizemos?''(Agência Estado)

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