Londrina - A professora de Fisioterapia Daniela Wosiack da Silva ainda comenta que os serviços de saúde em geral estão bem preparados para socorrer os acidentados, inclusive até o atendimento hospitalar. "Após a alta, observamos vários problemas. Dos 242 motociclistas entrevistados, 90 referiram ter feito fisioterapia, mas muitos outros casos ainda necessitavam desse atendimento. Isso é subestimado porque não há uma rede estruturada de apoio pós-acidente, como por exemplo, que forneça fisioterapia de forma suficiente", afirma.
Para ela, são necessárias também campanhas de conscientização e ações amplas visando reduzir os riscos de envolvimento em acidentes e problemas recorrentes. "É necessária uma política de reinserção desses motociclistas no mercado de trabalho e a oferta de acompanhamento psicológico, incluindo a família. Acredito que esses dados, a partir do momento que se tornam públicos, podem fornecer subsídio para o sistema de saúde buscar melhorias", comenta.(M.O.)

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