Não há recuperação sem trabalho
O grande desafio do novo diretor da PEL 2, Reginaldo Peixoto, será a implantação de programas de trabalho, leitura e educação. A experiência dele à frente do Creslon foi apontada como credencial para sua escolha ao cargo. "Não acredito em recuperação e ressocialização de quem quer seja que esteja dentro do sistema penitenciário sem que haja trabalho, educação ou leitura. Isso talvez seja o desafio maior que ele vai enfrentar", disse Luiz Alberto Cartaxo Moura, diretor do Depen.
Peixoto levará para a PEL uma equipe de dez pessoas do Creslon, além Rosana Frosardi Rodrigues, que será vice-diretora, e Deilson Mendes, que será o chefe de segurança. "A minha linha de trabalho é o respeito em primeiro lugar. Vou fazer uma análise da unidade com o apoio do relatório e ver o que realmente pode ser feito", disse. Hoje, a PEL 2 está com 760 presos. A capacidade oficial da unidade é para 928 internos.
As medidas adotadas pelo Depen foram aprovadas pelo juiz Katsujo Nakadomari, da Vara de Execuções Penais de Londrina. "Tenho certeza que essa nova equipe vai solucionar os problemas graves em que se encontra a PEL 2. Graves, mas não insolúveis. Talvez uma gestão humana e incisiva consiga resolver os problemas", disse.
OBRAS
Cartaxo anunciou ainda obras de ampliação e construção de unidades prisionais em Londrina. A previsão do governo estadual é fazer 20 obras em todo o Estado. O governo federal já liberou R$ 130 milhões para a execução dos projetos.
Para Londrina estão previstas a ampliação da Casa de Custódia, que deve abrir 300 novas vagas, e a construção de uma cadeia pública com capacidade para 750 detentos. De acordo com Cartaxo, com essas obras e a retomada da PEL 2, que após a reforma poderá receber mais 450 presos, será possível desafogar os distritos policiais, que sofrem com a superlotação. Não há prazo definido para o início das obras. (A.M.P.)





