'Não há provas contra mim', diz ré
Curitiba - ''Estou apreensiva, mas acredito que mais uma vez vai ser proclamada a minha inocência. Aliás, quantas vezes for a júri, vou ser sempre inocentada porque não há provas contra mim'', afirmou Beatriz Abagge.
O advogado de defesa, no entanto, apesar de estar convicto da inocência da ré, reclama de ''cerceamento da defesa''. Como exemplo cita a negativa da Justiça ao seu pedido para retirar a confissão como prova, uma vez que alega que foi obtida sob tortura.
O juiz Daniel Surdi de Avelar, que presidirá o julgamento hoje, também negou pedido para exumação do cadáver da vítima, afirmando que se trata de ''repetição de postulação''.
O advogado também pediu para arrolar duas testemunhas que inicialmente estavam em nome de Celina Abagge, para serem ouvidas em defesa da filha, uma vez que desde o início do processo duas das cinco testemunhas de Beatriz morreram. O pedido, no entanto, foi negado e ela terá direito só a três testemunhas no julgamento.
As Abbage argumentam que foram vítimas de uma trama política, uma vez que o prefeito não teria concordado, na ápoca, com projetos do Conselho de Desenvolvimento do Litoral, que previam a construção de prédios na orla do município. Acusam Diógenes Caetano, tio de Evandro e responsável por apontar os sete acusados como responsáveis pela morte, de envolvimento no esquema.
Como este é o segundo julgamento de Beatriz, o veredito final não poderá mais ser contestado.(M.G.)





