Não há muito o que possamos fazer
Londrina - Operadora de caixa de um posto de gasolina na zona norte, Adriana (nome fictício) foi vítima de três assaltos este ano; dois em um intervalo de duas semanas e pelo mesmo bandido. "Eles agem de maneira muito calma, como se fossem clientes. Mostram a arma na cintura, falam baixinho para ninguém perceber. A ação é sempre muito rápida", conta. Apesar de não ter sido fisicamente atacada, a funcionária diz que a situação é muito assustadora. "Tenho medo de ter uma reação que não gostem e atirem. Eles não têm nada a perder."
Se no posto a situação já é complicada, fora dele, sem câmeras e vigilância, ela considera pior ainda. "Sempre ameaçam de voltar caso a gente chame a polícia. Em caso de captura, ainda temos que reconhecer na delegacia." Ao contrário de outra funcionária que pediu demissão no dia seguinte ao assalto, ela continua no local. "Minha família já me pediu para sair, mas penso que todos os locais que trabalham com dinheiro correm o risco. Não há muito o que possamos fazer", lamenta.(M.T.)





