O superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Celso Lisboa de Lacerda, disse que o levantamento do número de ocupações de terra é feito diretamente pela Ouvidoria Agrária Nacional, em Brasília.
''Não tive acesso ao relatório da Faep. Os dados que o Incra têm mostram que os conflitos pela terra vêm diminuindo no Paraná desde 2003. É bom lembrar que em 2005 a Faep computou como áreas de conflito propriedades que já eram áreas de assentamento. Má-fé do Incra não existe. A maior prova é que os ruralistas hoje confiam no Incra. Temos hoje 70 propriedades ofertadas para reforma agrária'', apontou Lacerda. O superintendente respondeu à afirmação de José Damasceno de que a reforma agrária estaria em ritmo lento no Paraná.
''É o que acontece sempre, a Faep acha que estamos fazendo muito, o MST acha que estamos fazendo pouco. Tem que analisar a realidade, e a realidade é que os conflitos diminuíram muito. Desde 2004 não ocorrem mortes devido a disputas pela terra no Paraná. Em quatro anos, assentamos 7 mil famílias no Paraná, enquanto nos 20 anos anteriores haviam sido assentadas 14 mil famílias. No início de 2003, havia 16 mil famílias acampadas no Paraná. No final do ano passado, eram menos de 7 mil'', disse Lacerda.
A Ouvidoria Agrária Nacional informou que prefere não se pronunciar quando outras entidades divulgam levantamentos sobre ocupações de terra. Mas negou que haja ''má-fé'' e apontou que os dados que têm sobre o assunto são fruto de pesquisas do Ministério do Desenvolvimento Agrário. (F.G.)

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