"Não há limite para câmbio, nem para cima, nem para baixo", diz Figueiredo
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Rita Tavares 
São Paulo, 24 (AE)- O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse que a autoridade monetária não tem "um limite" para a taxa de câmbio, "nem para cima, nem para baixo". Se tivesse, ponderou o diretor, a política cambial não seria flutuante. Segundo ele, o câmbio flutuante garante a "sustentabilidade e competitividade" do País. "O BC não se preocupa com níveis do câmbio", assegurou Figueiredo. O diretor admitiu, no entanto, que o BC pode atuar no mercado, quando julgar necessário. Ele admitiu que a autoridade atuou, quando o câmbio atingiu R$ 2,00. Sobre uma possível intervenção no mercado agora que a taxa está próxima a R$ 1,70, Figueiredo limitou-se a dizer: "Até agora, o BC não achou necessário". "Por definição, o BC não avisa quando vai atuar. Se avisar, não é mais câmbio flutuante", disse.


