Washington, 26 (AE-ANSA) - O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus, afirmou que a instituição agora está vinculando o desenvolvimento social ao progresso econômico. "Nós precisamos de progresso social para termos desenvolvimento macroeconômico sustentável", afirmou Camdessus durante uma conferência da Confederação Mundial dos Sindicatos em Washington.
Segundo ele, o FMI e o Banco Mundial está finalizando sua proposta para um "código de conduta" para políticas sociais, cujo cumprimento a instituição passará a exigir de todos os países. "Uma nova arquitetura financeira deveria ser fundada num pilar social muito forte", afirmou Camdessus.
Para ele, políticas de redução da pobreza e promoção da justiça social ajudam a reforçar políticas macroeconômicas. "Se isso não for feito, elas podem levar a novas crises", acrescentou. O diretor-gerente defendeu-se porém, das críticas segundo as quais as polít icas impostas pelo FMI aos países aos quais concede créditos são recessivas.
Ele citou o caso da Coréia do Sul, onde as reformas defendidas pelo FMI provocaram uma onda de demissões. Sem essas reformas, o número de desempregados teria sido maior, disse Camdessus. Segundo ele, o FMI persuadiu o governo sul-coreano a "estabelecer uma rede de segurança social que não existia" e a ouvir os sindicatos antes de adotar novas políticas econômicas.

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