Não há fogo na Serra da Bodoquena, informa coordenador do Prevfogo
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quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por Joaõ Naves, especial para a AE 
Campo Grande, 02 (AE) - Não existem focos de incêndios florestais na Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, onde o governo federal está implantando um parque nacional com 90 mil hectares. A informação é do coordenador nacional do Prevfogo, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Paulo César Mendes Ramos. Ele sobrevoou a área com o avião norte-americano modelo Navajo, equipado com sensores desenvolvidos pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) e localizou, em dois dias de trabalho, apenas três focos de queimadas em fazendas da região. Ramos avalia ter sobrevoado 250 mil hecatares.
Amanhã (03) a areronave segue para Cuiabá, de onde começará o monitoramento dos focos de incêndio em toda a região Norte do País. Ramos disse que, no caso do Mato Grosso do Sul, pelo menos 90% são queimadas em fazendas para limpeza de pastos e elas deverão ser controladas por terra pelo Ibama e Secretaria estadual de Meio Ambiente. O objetivo é evitar que se transformem em incêndios de grandes proporções, como ocorre em Minas Gerais, Mato Grosso e Pará.
Novos focos - Hoje foram registrados mais 173 focos de calor no Mato Grosso do Sul pelos satélites NOAA que estão rastreando a situação no Estado desde o início de junho. Durante o mês de agosto foram registrados 2.309 focos de calor no MS, onde os estragos são incalculáveis.
Pantanal - Somente no município de Corumbá, a maior área dentro do Pantanal, 90% das áreas verdes foram queimadas. Matas nativas com madeiras de lei, principalmente aroeira e peroba rosa, foram completamente queimadas e, segundo a Polícia Florestal, milhares de ninhos foram incinerados com filhotes e ovos. Dezenas de animais, procurando fugir do fogo, foram atropelados e mortos na BR-262, que dá acesso a Corumbá. A aviação, de um modo geral, está parada há uma semana, pois continuam proibidos pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Corumbá.
Ramos lembrou que o avião equipado com os sensores desenvolvidos pela Nasa deveria estar atuando na região Norte desde segunda-feira passada. Entretanto, as informações sobre o avanço de incêndios florestais na Serra da Bodoquena desviou o aparelho para o Mato Grosso do Sul.


