Não há consenso entre entidades médicas
Londrina - Até o ano passado, fervilhava a discussão sobre a reforma do Código Penal que, entre outras mudanças, propunha a descriminalização do aborto voluntário até a 12ª semana de gestação. O projeto de lei foi praticamente engavetado e não deve retornar à pauta nesse período de eleições. Mas, à época, várias entidades do setor da saúde se manifestaram sobre o assunto.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) chegou a formalizar o resultado da deliberação dos 27 conselhos regionais que, por maioria, acolheram a proposta de ampliação dos casos em que a interrupção da gestação é considerada legal. No entanto, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Maurício Marcondes Ribas, lembra que a entidade foi contrária à maioria. "Nos preocupa muito o rumo que a decisão de descriminalizar o aborto voluntário poderia tomar. Acreditamos que investimentos em educação sexual, métodos contraceptivos e planejamento familiar ainda sejam a melhor forma de evitar uma gestação", opina. Sobre as estimativas em relação ao número de abortos e mortes, Ribas diz que o único ponto positivo seria o término da clandestinidade. "Mas isso eu afirmo como ponto de vista pessoal e não da entidade", reitera o presidente.(M.T.)





