‘Não há como evitar um
acontecimento como esse’
O superintendente do Shopping Morumbi, Cláudio Sallum, disse há pouco que não há como evitar acontecimentos como o incidente de anteontem. ‘‘Pouca coisa pode ser feita para coibir esse tipo de ação’’, afirmou.
Para ele, a instalação de equipamentos de segurança nos shoppings, como detectores de metais, repercutiriam negativamente na sociedade e não evitariam tragédias. ‘‘Os shoppings são projetados para ter acesso e evasão rápidos.’’
Sallum classificou o episódio de ‘‘violência gratuita’’ e responsabilizou a sociedade pelo fato. ‘‘Será que a gente pode culpar esse rapaz’’, indagou. ‘‘A culpa é da sociedade como um todo e não tem nada a ver com o shopping ou o cinema’’, sustentou. Em sua opinião, o episódio é ‘‘resultado de um processo de deterioração do tecido social’’.
O superintendente não acredita que o incidente trará repercussões negativas para o shopping. ‘‘Não se deve tomar esse acontecimento como rotina’’, disse. Ele criticou a cobertura da imprensa em relação a casos semelhantes, ocorridos em outros países, que, em sua opinião, podem servir de estímulos para atos do mesmo tipo.
Sallum observou que a tragédia poderia ter sido pior se houvesse um número maior de pessoas na sessão. Segundo ele, cerca de 20 pessoas assistiam ao filme ‘‘Clube da Luta’’, na sala 5 do Morumbi Shopping.
(A.E.)

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