São Paulo, 04 (AE) - O superintendente do Shopping Morumbi, Cláudio Sallum, disse há pouco que não há como evitar acontecimentos como o incidente de ontem, no qual o estudante de medicina Mateus da Costa Meira matou duas pessoas e feriu outrasquatro durante uma sessão de cinema. "Muito pouca coisa pode ser feita para coibir esse tipo de ação", afirmou.
Para ele, a instalação de equipamentos de segurança nos shoppings, como detectores de metais, repercutiriam negativamente na sociedade e não evitariam tragédias como a de ontem. "Os shoppings são projetados para ter acesso e evasão rápidos". Sallum classificou o episódio de "violência gratuita" e responsabilizou a sociedade pelo fato. "Será que a gente pode culpar esse rapaz?", indagou. "A culpa é da sociedade como um todo e não tem nada a ver com o shopping ou o cinema", sustentou. Em sua opinião, o episódio é "resultado de um processo de deterioração do tecido social".
O superintendente não acredita que o incidente trará repercussões negativas para o shopping. "Não se deve tomar esse acontecimento como rotina", disse. Ele criticou a cobertura da imprensa em relação a casos semelhantes, ocorridos em outros países, que, em sua opinião, podem servir de estímulos para atos do mesmo tipo. Sallum observou que a tragédia poderia ter sido pior se houvesse um número maior de pessoas na sessão. Segundo ele, cerca de 20 pessoas assistiam ao filme "Clube da Luta", na sala 5 do MorumbiShopping.

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