Londrina - Mais da metade da água que abastece Londrina e Cambé, aproximadamente 55%, vem do Rio Tibagi. Outros 37% têm origem no Ribeirão Cafezal e o restante, cerca de 8%, vem de poços.
De acordo com gerente regional da Sanepar, Roberto Arai, o cálculo de perda da água tem duas fases. A primeira vai da captação no próprio rio até a Estação de Tratamento de Água (ETA). Nesse trecho a perda é de no máximo 2%, conforme ele. ''Existe perda no processo de tratamento. Periodicamente tem que fazer lavagem dos decantadores, filtros, pois água vem com certa turbidez. Quanto maior o índice de turbidez, se chove, por exemplo, mais suja está a água. E quanto mais suja você tem que utilizar mais produto químico para deixar mais clarificada. Nisso tem que fazer mais lavagem de filtro'', explica.
Depois que a água sai da estação, ela está em condição de consumo. A partir daí ocorre uma perda de aproximadamente 32%, segundo Arai. Primeiramente a água é encaminhada para um dos cerca de 15 grandes reservatórios de Londrina e Cambé, cuja capacidade de armazenamento varia de 5 milhões a 15 milhões de litros. Dos reservatórios, a água é levada para as casas. E é nesse trajeto que ocorrem as principais perdas.
Questionado se a Sanepar já fez algum levantamento do prejuízo causado pela perda de água, Arai admitiu esse cálculo nunca foi feito. ''Mas a gente sabe que tem que investir para diminuir isso.''
Para o gerente da Sanepar, o indicador de perda de água é o mais importante. ''Não é só questão de perder água. Para transformar água in natura (do rio) em água potável, para consumo humano, são necessários vários processos. Para isso, tem consumo de energia elétrica, mão de obra, custo de produtos químicos. Fora investimento que você precisa fazer para ter uma capacidade de produzir água para atender a demanda, para que não falte água para a população. Quanto mais água se perde, mais tem que se investir para sanar essa deficiência'', aponta.(D.B.)

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